Eunectes murinus, vulgarmente conhecida como sucuri, sucuriú, sucuriju, sucuruju, sucurijuba, sucurujuba, boiaçu, boiguaçu, boiuçu, boioçu, boiçu, boiuna, boitiapoia, arigboia, anaconda e viborão, é a maior e mais conhecida das espécies existentes de sucuri.
É encontrada na América do Sul, nas regiões
alagadas, onde há presas em abundância, como jacarés e capivaras. Pode
ultrapassar os cinco metros de comprimento e exceder os noventa quilogramas,
porém seu tamanho médio é bem menor.
Etimologia
Sucuri
é um nome oriundo do tupi sukuriju, donde proveio também o nome alternativo do
animal, sucuriju. "Sucurijuba" e "sucurujuba" provêm do
termo tupi para "sucuri amarela". "Boiaçu",
"boiguaçu", "boiuçu", "boioçu" e
"boiçu" provêm da contração dos termos tupis mboîa, "cobra"
e gûasu, "grande". "Boiuna" provém do termo tupi para
"cobra preta": mboîuna. "Arigboia" possui origem tupi.
"Anaconda" é proveniente do tâmil anai-kondra ("matadora de
elefante") ou do cingalês හෙනකඳයා (henakan̆dayā, "tronco
relâmpago"). "Viborão" é o aumentativo de víbora.
"Eunectes"
vem do grego εὐνήκτης, significando "boa nadadora", enquanto
"murinus" vem do latim e significa "dos ratos", por conta
de seus hábitos alimentares.
Descrição
Os
desenhos de seu corpo do pescoço até o rabo lembram a letra O. Sua face possui
dois riscos laterais: um deles surge do olho e o outro, da parte de cima da
cabeça.
É uma das maiores serpentes do mundo e a mais pesada existente, chegando aos 5,21 metros de comprimento e a uma massa de 97,5 kg, embora normalmente não passe dos 3 metros. A maior sucuri-verde já mantida em cativeiro supostamente media 6,28 metros quando morreu em 1960 no Zoológico de Pittsburgh, e pesava mais de 90 kg.
Uma sucuri de 4,5 m teria aproximadamente o peso de uma píton-reticulada de 7,4 m. Normalmente possuem uma massa de 30-70 kg, porém não são raros os relatos de sucuris mais pesadas. Acredita-se que uma sucuri de 8 metros pesaria por volta de 200 kg.
No
Instituto Butantan, em São Paulo, há uma pele preservada de 10 m, que
supostamente pertenceu à uma serpente de 7,6 metros. Na Colômbia, em 1978, o
herpetologista William W. Lamar teria encontrado um espécime de 7,5 m, cujas
estimativas de peso variavam entre 136-180 kg. Há também vários outros relatos
não-confirmados de sucuris com tamanhos de 6 ou mais metros de comprimento,
incluindo um suposto exemplar medido em 1962 que teria um comprimento de 8,46
metros.
Comportamento
Geralmente, evitam contato com humanos e, quando se sentem ameaçadas, o mínimo que pode acontecer é reagir com uma mordida à pessoa. Extremamente raros são os casos de pessoas serem ingeridas, isso só acontece quando o animal está com muita fome. Vivem a maior parte do tempo submersas, pois na água é onde elas são mais rápidas, ficando mais fácil a captura dos alimentos.
Apesar de existirem muitas lendas sobre as anacondas, elas são animais lentos na terra, por isso elas podem ficar mais agressivas - por não ter muito refúgio, podem usar a agressividade como proteção. As principais defesas incluem dar botes para manter o agressor longe e proteger a própria cabeça enrolando o seu corpo em volta.
As
anacondas, principalmente noturnas, tendem a passar a maior parte de suas vidas
dentro ou perto da água.
Reprodução
Esta espécie é solitária até a época de acasalamento, que ocorre durante a estação chuvosa, e pode durar vários meses, geralmente de abril a maio. Durante este tempo, os machos devem encontrar as fêmeas. Normalmente, as cobras fêmeas deixam um rastro de feromônio para os machos seguirem, mas como os machos desta espécie rastreiam o cheiro de uma fêmea ainda não está claro.
Outra possibilidade é que a fêmea libere um estimulante transportado pelo ar. Esta teoria é apoiada pela observação de fêmeas que permanecem imóveis, enquanto muitos machos se movem em direção a elas de todas as direções. As sucuris machos também frequentemente agitam a língua para detectar substâncias químicas que sinalizam a presença de uma fêmea.
No
entanto, quando não há sucuris machos disponíveis para fornecer descendentes,
partenogênese facultativa é possível, havendo registros de ninhada homozigótica
de fêmeas viáveis.
Distribuição geográfica
São
encontradas na América do Sul. No Brasil, podem ser encontradas sucuris em
todas regiões, de norte a sul. Os maiores exemplares são encontrados na
Amazônia, pois lá encontra-se o habitat perfeito para a sobrevivência desses
animais.
Alimentação
As
sucuris não são cobras peçonhentas, pois elas possuem dentição áglifa e matam
suas presas por constrição, para depois engolir a presa por inteiro.
Costumam se alimentar de vários tipos diferentes de presas: peixes, aves, mamíferos variados (incluindo antas, cervos, capivaras e até mesmo suçuaranas) e outros répteis (incluindo jacarés). Às vezes podem inclusive cometer canibalismo.
Comportamento predatório
Após a detecção de sua presa, a sucuri verde, submerge e tenta encurtar a distância, o máximo possível. Enquanto se aproxima, tenta enroscar a ponta de sua cauda em algum objeto, como por exemplo, rochas ou troncos submersos. Ao chegar a uma distância ideal, emerge rapidamente em um bote, quase sempre, preciso puxando a presa para dentro da água.
Enquanto
inicia a constrição, a sucuri verde, tenta posicionar e manter a presa alocada
de cabeça para baixo dentro da água, levando-a ao afogamento. Após a morte, a
serpente pode ou não emergir para respirar antes de começar a devorar a presa.
A ponta de sua cauda permanece presa a algum objeto podendo trocar de objeto
rapidamente, caso necessário, enquanto a presa é mantida na mesma posição. Por
fim, a sucuri verde, da início a deglutição de sua presa, abocanhando sua
cabeça e a engolindo até que seja completamente devorada.




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