A anorexia, ou anorexia nervosa, é um distúrbio alimentar caracterizado pelo medo intenso de ganhar peso e distorção da imagem corporal, provocando sinais e sintomas como magreza excessiva, recusa em comer, desmaios e tonturas, e prática de atividade física excessiva, por exemplo.
Embora a causa exata da anorexia não seja conhecida, os fatores de risco relacionados com essa condição incluem depressão, traumas, genética ou pressão de colegas, como bullying ou ridicularização por causa do peso,
Na presença de sinais e
sintomas indicativos de anorexia, é importante consultar o psiquiatra
ou psicólogo para fazer uma avaliação completa e, se for necessário,
indicar o tratamento adequado, que inclui psicoterapia, alimentação
adequada e uso de medicamentos.
Sintomas de anorexia nervosa
Os principais sintomas e sinais da anorexia são:
- Magreza excessiva;
- Distorção de imagem corporal;
- Fraqueza excessiva;
- Desmaios ou tonturas;
- Pelos e cabelos muito finos;
- Alteração no ciclo menstrual;
- Medo intenso de ganhar peso;
- Alimentação muito restrita e/ou exercício intenso e excessivo.
Pessoas anorexia também podem apresentar baixa
autoestima, perda da libido, dificuldade para pensar e se concentrar, prisão de
ventre, queda de cabelo e sensação de frio, mesmo em temperaturas quentes.
Além disso, a pessoa com anorexia também
pode ser ansiosa, irritada ou reservada na hora das refeições
e apresentar comportamentos obsessivos em relação ao corpo, como se pesar
muitas vezes e beliscar a cintura, por exemplo.
Anorexia infantil
A anorexia infantil é um transtorno alimentar onde
a criança se recusa a comer, podendo ser causada por situações comuns
e temporárias, como crescimento dos dentes, desaceleração do crescimento,
doença ou medo de provar novos sabores.
No entanto, a anorexia infantil também pode
ser hereditária ou causada por problemas mais sérios, como ambiente
familiar agressivo, bullying e histórico de abuso sexual, por exemplo.
A criança e o adolescente com anorexia nervosa podem apresentar sintomas e sinais, como recusa alimentar constante, deficiência no crescimento, medo intenso de ganhar peso, queda de cabelo, prisão de ventre, desânimo, ansiedade, engasgos ou vômitos frequentes.
Como confirmar o diagnóstico
O diagnóstico da anorexia é feito por um médico
psiquiatra, através da avaliação do histórico de saúde da pessoa e de um exame
físico.
Se deseja confirmar o risco de anorexia, marque uma
consulta com o especialista mais perto de você:
Para confirmar o diagnóstico, o médico também solicita exames, como hemograma completo, dosagem de testosterona, para os homens, 25-hidroxivitamina D, TSH, beta-hCG, no caso de mulheres, e exames de imagem, como eletrocardiograma e tomografia computadorizada.
Esses exames ajudam a diferenciar a anorexia de
outras condições que também podem causar perda de peso, como doença celíaca,
hipertireoidismo, doença inflamatória intestinal, câncer, diabetes mal
controlada, e tuberculose, por exemplo.
Tipos de anorexia
A anorexia pode ser classificada em restritiva, onde a pessoa limita excessivamente a quantidade e o tipo de alimento que consome.
Já a compulsão alimentar, é um tipo de anorexia
onde a pessoa faz restrições severas dos alimentos que come e também têm
comportamentos purgativos, como vômito ou uso indevido de laxantes, diuréticos
ou enemas. Além disso, algumas pessoas este tipo também podem comer
compulsivamente.
Diferença entre bulimia e anorexia
A bulimia é caracterizada por episódios de compulsão alimentar, seguido de comportamentos compensatórios para evitar o ganho de peso, como forçar o vômito, usar laxantes ou praticar exercício físico muito intenso. Na bulimia nervosa, a pessoa normalmente possui o peso adequado ou está levemente acima do peso ideal, pois continua se alimentando.
Já a anorexia, a pessoa estão geralmente muito
abaixo do peso ideal, pois é comum que deixe de se alimentar corretamente,
através de restrições alimentares que reduzem excessivamente a quantidade
de calorias da dieta.
Possíveis causas
A causa exata da anorexia não é conhecida.
Entretanto os fatores de risco relacionados com a anorexia são:
- Fatores
psicológicos, como ansiedade e depressão;
- Traumas, como abuso
físico ou a agressão sexual, podem favorecer o desenvolvimento da
anorexia;
- Genética, pessoas
com parentes de primeiro grau, como irmãos ou pais, com transtorno
alimentar, têm maior probabilidade de desenvolver anorexia;
- Pressão
dos colegas, como bullying ou ridicularização
por causa da aparência ou peso;
- Mídia, cultura e publicidade que idealizam corpos “magros”, que causam pressão para que as pessoas alcancem padrões corporais irreais, ao associarem a magreza à popularidade, sucesso, beleza e felicidade.
A anorexia é mais comum em mulheres e pode
surgir durante a infância, adolescência ou idade adulta. No
entanto, o número de homens diagnosticados com anorexia nervosa vem
crescendo.
Como é feito o tratamento
O tratamento da anorexia é feito por uma equipe multidisciplinar, incluindo psiquiatra,
endocrinologista, cardiologista, psicólogo e nutricionista, e inclui
o uso de medicamentos, internação, psicoterapia e alimentação adequada.
1. Alimentação
A alimentação, orientada pelo nutricionista, deve
ser hipercalórica e hiperproteica, e os alimentos devem ser oferecidos de forma
gradativa para evitar a síndrome da realimentação.
O objetivo da orientação nutricional é promover o
ganho de peso, restabelecer a qualidade de vida da pessoa, ensinar a
importância de uma alimentação equilibrada e recuperar uma relação
saudável da pessoa com a comida e a alimentação.
Em casos de deficiência de vitaminas e/ou minerais,
o nutricionista também pode prescrever o uso de suplementos alimentares.
2. Psicoterapia
A psicoterapia pode ser recomendada para
pessoas que não se interessam pelo tratamento ou são
resistentes a ele. As técnicas de psicoterapia
cognitivo-comportamental (TCC) geralmente são usadas na psicoterapia, ajudando
a diminuir a duração e as complicações da anorexia.
3. Medicamento para anorexia nervosa
Os medicamentos para anorexia nervosa que podem ser
indicados pelo médico são antidepressivos tricíclicos, inibidores
seletivos da recaptação de serotonina e antipsicóticos, como olanzapina,
clomipramina e fluoxetina.
Esses medicamentos geralmente são indicados
quando a pessoa não responde aos outros tratamentos indicados ou que
apresentam muitas complicações.
4. Internação
A internação no hospital é indicada para
pessoas com transtornos psiquiátricos que precisam de hospitalização, com
alto risco de suicídio, com batimento cardíaco lento, desidratação,
hipoglicemia, hipocalemia, hipotermia, hipotensão e comprometimento de
órgãos que precisam de tratamento imediato, por exemplo.
Além disso, pessoas pouco motivadas para se
recuperar, com comportamentos purgativos persistentes e graves, com
menos de 70% do peso corporal ideal ou perda rápida de peso com recusa
alimentar, ou que não conseguem parar de praticar exercícios
compulsivamente, também precisam de internação hospitalar para tratamento
adequado.
Possíveis complicações
As possíveis complicações da anorexia são:
- Cardiovasculares, como
bradicardia, hipotensão, hipotensão, prolapso da válvula mitral e
arritmia;
- Dermatológicos, como
pele seca, alopecia, crescimento de pelos finos no corpo e coceira;
- Gastrointestinais, como
prisão de ventre e gastroparesia;
- Endócrino
e metabólico, como menstruação irregular,
hipogonadismo, infertilidade, osteoporose, hipoglicemia e diabetes
insipidus;
- Neurológicos, como atrofia cerebral e neuropatia periférica.
Além disso, a anorexia também pode causar
hipotermia, perda muscular, baixo
crescimento, depressão, insuficiência renal e síndrome de
realimentação.




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